terça-feira, 4 de março de 2014

CAPÍTULO 30



A primeira coisa que a mãe de Carla disse quando conseguiu recuperar a fala foi:

- Você acha isso certo?

Carla não acreditou no que estava ouvindo:

- Certo? Você acabou de me aconselhar a trair o meu marido!

A mãe falou quase sussurrando, como se não quisesse que ninguém mais ouvisse. Nem por isso foi menos sarcástica:

- Entre ter um amante e ser sapatão existe uma diferença considerável, não acha?

Carla foi igualmente irônica:

- Acho que o termo politicamente correto é lésbica.   

A mãe continuou no mesmo tom baixo:

- Você já parou pra pensar nos seus filhos? O que eles vão sentir, como vão reagir, o que vão passar por causa disso? Carla, você está sendo completamente egoísta!

Carla ficou sem reação.

E então... O discurso da mãe tornou-se... Pior ainda:

- E a Letícia? Não tem medo por ela?

Realmente não entendeu:

- O quê? Como assim?

Ela segurou Carla pelos braços:

- E se essa mulher... Aliciar a menina... Seduzir... E fizer a Letícia... Virar também? Como fez com você?

A primeira reação de Carla foi rir:

- Ela é lésbica, não é vampira... Não é a mesma coisa, acredite...

A segunda foi imaginar... O que aconteceria se a mãe soubesse... Se ela descobrisse... Sequer cogitasse que Letícia... Provavelmente enfartaria.

A terceira foi tentar esclarecer:

- Mãe, eu não “virei lésbica”.

 Confessou olhando nos olhos dela:

- Eu sempre fui.

A mãe tentou impedi-la:

- Eu não quero ouvir isso.

Mas Carla continuou falando, bem baixinho:

- Durante todos esses anos eu engoli, fingi que estava tudo bem, que a minha vida era uma maravilha...

Intercalando com o que a mãe falava, numa tentativa última de não ouvi-la:

- O que as pessoas vão pensar? O que vão falar? Meu Deus!

- Tentei esquecer, mas nunca consegui... E agora... Agora ela voltou... E eu não tenho como dizer não... É a única pessoa que eu amei... Não como mãe, amiga ou filha...  

- Quando o seu pai ficar sabendo...

 - Mas como mulher...

- Também vai morrer de vergonha, de decepção, de desgosto... Assim como eu...

- Amei e amo ainda.

Mais uma vez, ficaram se olhando...

Em silêncio.

Fazer os pais sofrerem era a última coisa que queria. Mas não tinha mais como ceder, como abrir mão da própria vida...

Tentou dialogar:

- Você não quer que eu seja feliz?

Soube que não a tocou, sequer a alcançou, quando a mãe disse:

- Que tipo de felicidade é essa? Não é certo. Nem normal. Pelo menos eu não acho que seja. Mas se é o que você quer... O que eu posso fazer? Só espero que você não envolva seus filhos nisso. Se é que é possível...

Bastou um olhar... Para que ela soubesse:

- Você já contou pra eles.

Confirmou sem hesitar:

- Mãe, eu não vou esconder nada dos meus filhos.

Ela balançou a cabeça de um lado para o outro, desaprovando...

- Realmente, eu não entendo mais esse mundo.

Depois se virou e saiu, encerrando a conversa ali.



Daniela e Júlia deixaram Gabriel jogando videogame no quarto dele e foram para a cozinha. Assim que se viram sozinhas, Dani exigiu:

- Pode ir contando tudo! Eu sei que tem coisa aí!

Júlia riu:

- Não vai nem me oferecer uma bebida?

Enquanto pegava duas cebolas, uma faca e a tábua de cortar, Dani perguntou:

- Quer o quê? Uma cerveja?

Júlia se acomodou em uma das banquetas altas do outro lado do balcão:

- Pode ser.

A prima olhou para ela e sorriu:

- Tá esperando o quê, alteza? Que eu te sirva? Abre a geladeira e pega! Sua mão não vai cair...

Levantou com uma indignação fingida:

- É assim que você trata suas visitas?

Daniela riu:

- Você tá vendo alguma visita aqui?

Começou a cortar as cebolas. Assim que Júlia abriu a geladeira, informou:

- Tá no freezer.

Ela fechou a porta e abriu a de cima, já sabendo que Dani ia falar:

- Aproveita e pega uma pra mim.

Soou muito mais como ordem do que como pedido, mas... Atendeu-a mesmo assim.

Brindaram batendo uma garrafinha na outra. Beberam. Dani insistiu:

- E então? Vai me contar ou não?

Quase engasgou quando ela fez o que pediu:

- A Carla se separou do marido.

Incrivelmente, Dani continuou calada. Até Júlia completar:

- Ela está saindo de casa.

Pousou a faca na bancada e olhou para a prima... Absolutamente séria. A preocupação dela era visível:

- Júlia... Eu só espero que você saiba o que está fazendo. Ela vai largar a família... Pra ficar com você. Percebe o peso disso?

Júlia não só percebia... Tinha plena consciência daquilo. Ainda assim, falou:

- Ela disse que não é por minha causa, que está fazendo isso por ela mesma e não por mim.

Daniela quase riu:

- E você acreditou?

Não precisou responder. A prima a conhecia:

- A Carla pode dizer o que quiser, mas nós duas sabemos perfeitamente que ela não estaria se separando se você não tivesse aparecido.

Júlia foi absolutamente sincera quando disse:

- É, eu sei.

Dani também foi ao falar:

- Então agora me diz: como você está com isso?

Bebeu um gole de cerveja antes de responder, com um sorriso melancólico:

- Se eu te dissesse que estou muito bem e tranquila, estaria mentindo...

Olhou para cima, tentando conter as lágrimas que encheram seus olhos... Mas não caíram:

- Nunca me senti tão insegura em toda a minha vida...

Daniela ficou em silêncio, esperando que Júlia terminasse:

- Não com relação a mim, eu tenho certeza do que eu quero e do que eu sinto. Mas com relação a ela... Não sei o que pensar, o que esperar, o que fazer... É como se... A qualquer momento... Ela possa se arrepender... E eu possa... Voltar a perdê-la...

Só depois falou:

- Júlia... Depois de vinte e cinco anos... Você reapareceu... Assim, de repente. E não é como se nada tivesse acontecido nesse meio tempo... Aconteceu... Praticamente... A vida de vocês duas inteira. Mesmo assim, bastou você estalar os dedos pra Carla largar tudo e voltar pra você correndo... Isso não é suficiente pra você?

Júlia não conseguiu responder, por que... O celular dela começou a tocar.

Daniela soube quem era... Pela forma como os olhos da prima brilharam quando olhou para o aparelho... Antes mesmo de atender:

- Carla... Oi...

Carla falou rapidamente:

- Júlia... Podemos nos encontrar?

Júlia percebeu algo no tom dela... Que a fez perguntar:

- Tá tudo bem?

A voz soou emocionada:

- Sim. Eu só preciso te ver.

Deixou Júlia ainda mais preocupada:

- Me diz onde você está que eu vou...

Daniela a impediu de completar a frase. Arrancou o celular da mão de Júlia e falou:

- Carla? Tudo bem? Sou eu, Dani.

A surpresa de Carla foi evidente:

- Dani? Oi...

Ouvir a voz da amiga dos tempos de colégio a fez sentir uma nostalgia gigantesca:

- Tudo bem? Nossa... Quanto tempo...

Daniela sentiu o mesmo:

- Demais! Saudade de você...

Tinha tirado o celular da mão de Júlia exatamente para convidar:

- A Júlia está na minha casa, você não quer vir aqui?

Carla hesitou:

- Eu não quero incomodar...

Mas Daniela insistiu:

- Imagina! Incômodo nenhum, muito pelo contrário!

Fez questão de deixar claro que não era por mera educação, queria que Carla fosse lá realmente:

- Eu vou adorar te ver. Por favor, vem...

Carla sorriu:

- Também vou adorar te ver.

E aceitou... A amizade que ressurgia, como se o tempo e a distância entre elas não existisse:

- Me dá o seu endereço.



Daniela abriu a porta, ela e Carla se olharam... E berraram juntas:

- Aaaaaah!

Abraçaram-se, rindo e gritando, numa felicidade tumultuada e estridente:

- Carla!

- Dani!

- Meu Deus!

- Eu não acredito!

Júlia ficou apenas observando, um pouco afastada das duas, que sequer a perceberam...

Quando se separaram continuaram de mãos dadas... Chorando de emoção e alegria:

- Deixa eu olhar pra você... Nossa, Carla... Você tá muito bem!

- Ah, Dani... Você também!

Abraçaram-se novamente.

Não aguentando mais ser ignorada, Júlia as interrompeu:

- É impressão minha, ou tá rolando um clima entre vocês?

Viraram-se para ela ao mesmo tempo.

Apesar do tom bem humorado, ambas a conheciam... O suficiente para perceber... A pontadinha de despeito que Júlia estava tentando inutilmente esconder...

Para surpresa das duas, Júlia caminhou até Carla, enlaçou-a pela cintura e a beijou...

Apaixonadamente...

Quando as bocas se separaram, Dani brincou:

- Uau... Taí uma coisa inédita... Que, pelo jeito, vou ter que me acostumar a ver...

Gabriel apareceu nesse exato momento:

- Mãe, eu tô com fome...

Tudo aconteceu ao mesmo tempo: Júlia soltou Carla e se afastou rapidamente. O menino parou e olhou desconfiado para a desconhecida. E Dani o chamou:

- Vem cá, meu amor.

Ele foi até ela, que apresentou:

- Essa é a Carla, uma amiga da mamãe e da dinda da época do colégio. Carla, esse é o Gabriel.

Carla parou da frente dele e se abaixou:

- Oi, Gabriel. Tudo bem?

O menino abriu um sorriso banguela absolutamente simpático e fofo:

- Tudo. E você?

A vontade de Carla foi agarrá-lo, mas se conteve. Pediu:

- Me dá um beijo?

Ele não se fez de rogado. Pendurado no pescoço de Carla, a abraçou e beijou, com o jeitinho carinhoso e irresistível de sempre...

Depois voltou a perguntar para a mãe:

- Posso comer biscoito?

Daniela falou:

- Pode.

Na mesma hora, Gabriel correu para a cozinha. Carla já estava completamente apaixonada:    

- Que lindo, Dani! Quantos anos ele tem?

O sorriso de Dani não poderia ser mais coruja:

- Seis.

Carla suspirou:

- Idade boa... Eu sinto tanta saudade de quando os meus eram pequenos...

Júlia se sentiu mais do que excluída dessa vez.

Com outro sentimento... Impossível de descrever... Continuou calada, observando a cena:

- Você tem dois, né?

- Um casal. Quer ver?

Pegou o celular e mostrou para Dani:

- Esse é o Leonardo... E essa é a Letícia...

- Os dois são muito bonitos. E muito parecidos com você. A garota principalmente.

- É, todo mundo diz. Se bem que os dois têm a boca igualzinha...

Parou, como se só então percebesse ou lembrasse... Que Júlia estava ali... Levantou os olhos e encontrou os dela... Olhando-a fixamente...

Completou assim mesmo:

- A do pai...

Júlia não conseguiu mais se conter:

- Você nunca me mostrou essas fotos...

Foi com uma sinceridade bem humorada que Carla respondeu:

- Quando é que eu tive tempo?

E Daniela esculachou de vez:

- Eu não acredito! Nunca pensei que iria viver o suficiente para presenciar isso... A grande Júlia Prantine... Com ciúmes... De mim!

Imediatamente, Júlia protestou... Ou tentou:

- Eu não estou com ciúm...

A prima a interrompeu, rindo:

- Hahaha... Sim, está!

Carla observou-as, absolutamente calada. Obviamente, a relação das duas primas havia mudado, existia um grau profundo de intimidade e cumplicidade... Era inegável... E chegava a ser engraçado... Na verdade, inacreditável... Pensar que antes elas não se suportavam...

- Se bem que... Não é exatamente de mim...

Olharam juntas para Carla, que sorriu, mas continuou sem dizer nada.

Depois de um beijo estalado na bochecha de Júlia, Daniela falou:

- Vou pra cozinha terminar o almoço, fiquem à vontade...

E deixou as duas sozinhas na sala.

Olharam-se...

Carla chamou, estendo a mão para Júlia:

- Vem aqui...

Foi imediatamente atendida.

Assim que Júlia se aproximou, Carla passou os braços ao redor do pescoço dela e a beijou... Júlia correspondeu com a mesma intensidade... Puxou-a pela cintura, encostou o corpo no dela...

Carla suspirou:

- Senti saudade...

Júlia sorriu... Apertou-a com mais força nos braços, o rosto encostado no de Carla:

- Eu também...

Sentaram-se juntas no sofá, Carla pegou o celular e mostrou as fotos:

- Esses são os meus filhos.

Júlia olhou com um estranho e desconfortável sentimento... Que afastou rápido:

- Letícia e Leonardo?

Com um aceno de cabeça e um sorriso, Carla confirmou... Feliz por ela saber os nomes. Júlia sorriu de volta antes de voltar a olhar:

- São muito bonitos mesmo... Parecidíssimos com você... Ela então... É a sua cara...

O sorriso de Carla aumentou... Disse num tom absolutamente doce:

- Eu quero que você conheça os dois.

Prestou atenção na reação de Júlia... Viu perfeitamente... Receio, insegurança, dúvida...

- Carla... Tem certeza?

Não hesitou:

- Tenho.

Completou não para experimentá-la, nem de forma pensada ou calculada, mas... Para que Júlia compreendesse, soubesse e... Por que era a verdade:

- A não ser que você não queira, claro.

Havia uma certeza incontestável na resposta dela:

- Claro que eu quero.

Sorriram... Uma para a outra...

Carla guardou o celular na bolsa e Júlia aproveitou para perguntar:

- Como foi a conversa com os seus pais?

Saiu num suspiro:

- Nada fácil.

Júlia ficou calada, esperando-a completar:

- Acabei contando pra minha mãe...

O olhar de Júlia a obrigou a dizer, para tranquilizá-la:

- Não sobre você, calma... Sobre você só a Luciana sabe, não contei nem pros meus filhos.

O alívio dela foi tão evidente que deixou Carla irritada:

- Como você consegue? Não te incomoda nem um pouquinho? Nunca sentiu vontade de dizer a verdade?

Soube - antes mesmo que ela falasse - só pelo tempo que Júlia demorou pensando... Que teria uma resposta calculada, estruturada, planejada... No tom que ela devia usar nas entrevistas e reportagens:

- Nunca pensei em me assumir, isso nunca foi uma possibilidade. Não me incomoda em nada, eu estou acostumada.

Levantou-se, da mesma forma impulsiva com que indagou:

- Mas você teve relacionamentos com outras mulheres, não teve?

Júlia continuou sentada:

- Alguns.

Carla riu... Apesar de não estar achando nem um pouco engraçado. Muito pelo contrário...

- Todos escondidos?

Era visível... O quanto Júlia estava incomodada:

- Sim.

Não se importou. Continuou numa franqueza mordaz:

- E duraram?

Júlia se pôs de pé... Num movimento de defesa instintivo...

Não só por estar se sentindo pressionada, intimidada, acuada, mas... Por Carla ter tocado na ferida, ter encontrado um ponto fraco com tanta facilidade...

Nunca, nenhuma de suas relações tinha resistido... Ao lado oculto, à máscara, à outra face... Perdiam-se, diluíam-se, extinguiam-se... Nas perversas estruturas da invisibilidade...

Sete meses. Era o seu recorde, seu prazo máximo de durabilidade.

E tinha sido com a própria Carla.

Mas não queria confessar aquilo... Nem para ela:

- Posso saber aonde você quer chegar?

A voz de Carla soou... Ao mesmo tempo... Suave e ácida:

- Eu só estou tentando entender... Na verdade... Eu preciso saber... Onde estou me metendo... Tenho o direito, acho.

Não falou com tristeza, nem mágoa... Mas com uma entrega... Intensa, verdadeira e emocionada:

- Você tem ideia de como foi? Ter que mentir, fingir, não poder contar nem falar... Sofrer escondida, sem demonstrar o que eu sentia, sozinha e calada...

Júlia recebeu... De forma integral... A confissão, o sentimento, a honestidade dela... Sentindo-se rasgar por dentro... Só de imaginar...

Carla afirmou:

- Eu não vou passar por isso de novo.

Não estavam chorando, mas ambas tinham os olhos marejados...

Sabendo que jamais conseguiria compensá-la... Que a única coisa possível era protegê-la... Deixá-la segura... Amá-la... Júlia venceu a distância entre elas, segurou Carla, manteve-a apertada nos braços enquanto garantia, afirmava, assegurava:

- Não vai ser assim. Eu prometo. Nossos amigos, nossa família, as pessoas próximas podem, devem, vão saber. Vamos estar assumidamente juntas, na nossa vida privada.

Carla não se soltou, apenas se afastou... O suficiente para olhar nos olhos dela:

- Mas na pública não?

Júlia tentou justificar:

- Eu não vejo necessidade, nós não precisamos nos expor...

A expressão de Carla se tornou absolutamente séria. Ela deu um passo para trás, quebrando o contato físico antes de lançar:

- E se eu quiser? Se eu te pedir? Se for importante pra mim?

Olharam-se...

Cientes do quanto aquele momento era crucial.

Pareceu uma eternidade...

O tempo que Júlia levou para falar:

- Eu não posso.


CONTINUA NA PRÓXIMA 5a feira (AMANHÃ)...  


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Músicas que inspiraram  o capítulo:
https://www.youtube.com/watch?v=IxNBaoWrbzs 
https://www.youtube.com/watch?v=llsHP-4PWLU







postado originalmente em 04 de Junho de 2014 às 18:00.
 

Um comentário:

  1. Mais um cap. sensacional...
    A reação da mãe... MEGERA é pouco... k k k o q a filha sente... esta sentindo... não importa... só o q vão pensar...
    O encontro com a Dani após tantos anos... a amizade verdadeira fica no coração foi isso q passou esse cap.
    A reação da Júlia à possibilidade de ter q se assumir... VERDADEIRA... sem mentiras, no momento é uma impossibilidade...
    Júlia vendo e sentindo o qto machucou a Carla, não q ela não soubesse, mas ver a dor é mto mais doido...
    Júlia está sendo egoísta? Sim, está. Mas ela tenta se auto preservar... o amadurecimento com certeza fará ela mudar.

    SENSACIONAL...

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